OFICINA DE PLANTAS MEDICINAIS

 Indicação: docência                   Grau de dificuldade: fácil                       Tempo estimado: 135 minutos                Materiais: perecíveis e imperecíveis

As plantas medicinais constituem um patrimônio biológico de relevância científica, social e cultural. Entretanto, devido às mudanças sociais advindas da industrialização, populações humanas têm utilizado menos desses vegetais e muitos conhecimentos estão sendo esquecidos. Acreditamos que a educação pode contribuir para que os mais jovens apreciem o assunto, buscando valorizar essas espécies, as simbologias e os saberes construídos por seus ancestrais, transmitidos principalmente através da oralidade. Portanto, propomos um plano de aula sobre o tema baseado em pesquisa e construção de oficina na escola, permitindo a troca de saberes entre os alunos. A atividade foi desenvolvida para atender as três séries do Ensino Médio e pode ser compartilhada com outras disciplinas (como Artes, História, Química e Sociologia), contribuindo para uma discussão ampla e interdisciplinar dos resultados.

 

Objetivos:

 

- Valorizar os conhecimentos familiares sobre plantas medicinais;

- Elencar e debater acerca das propriedades terapêuticas, aplicações, dosagens, dos cuidados com a manipulação e consumo de plantas medicinais;

- Favorecer o ensino de Botânica na educação básica, estabelecendo uma relação entre termos populares e científicos;

- Estimular a atividade de pesquisa, oferecendo suporte para que os alunos aprendam a organizar e apresentar trabalhos no formato "oficina";

- Fortalecer o vínculo com a docência.

 

Roteiro: 

 

Aula 1 (etapa de planejamento - 45 minutos).

 

* Apresentação do tema e justificativa de realização do trabalho (baseado nos objetivos enfatizados).

* Proposta de oficina e esclarecimento sobre as etapas envolvidas, bem como, o modelo avaliativo escolhido.

* Formação de grupos com até 5 alunos, sendo que cada um escolherá 1 ou 2 receitas para apresentar na escola.

* Suporte aos alunos sobre a prática de pesquisa e organização do trabalho.

 

Atividade externa (etapa de pesquisa).

 

* Reunião dos grupos para definição dos entrevistados (no máximo 2) e coleta de dados.

* Entrevistas com os familiares.

* Estudo dos grupos sobre as receitas compartilhadas.

* Organização de material para a oficina e apresentação.

* Treinamento dos grupos.

 

É importante a docência analisar o andamento dos trabalhos durante as aulas que antecedem a oficina e efetuar anotações para facilitar a composição das notas.

 

Aulas 2 e 3 (etapa de apresentação e discussão - 90 minutos).

 

* Organização da sala (de preferência com as carteiras em círculos, sendo três destinadas para as apresentações, estando em posição privilegiada).

* Os grupos compartilham os resultados coletados e distribuem material para os colegas, de modo que os mesmos possam aprender a manipular com eles.

* Assistência aos participantes, para que não ocorram problemas nas manipulações.

* Apreciação das receitas pela turma e perguntas para os grupos.

* Intermediação da docência para o enriquecimento da discussão.

* Finalização dos trabalhos, observações da docência e agradecimentos.

 

Materiais:

 

* Panfletagem, textos;

* Plantas medicinais in natura ou desidratadas;

* Preparados, extratos, tinturas, etc.;

* Projetores, notebook, caixas de som;

* Utensílios de artesanato;

* Utensílios de laboratório;

* Utensílios domésticos;

 

Observações:

 

1) Informações de livros, revistas ou internet podem ser utilizadas, desde que se caracterizem como dados complementares.

2) As fontes de pesquisas aplicadas na elaboração de textos precisam ser referenciadas.

3) O modelo sugerido não indica o uso de técnicas específicas para coleta de dados.

4) É relevante a docência revisar os materiais selecionados pelos grupos com antecedência, para garantir que a atividade seja executada com segurança.

5) Empregar luvas no contato com substâncias puras e/ou irritantes.

6) Averiguar se há intolerantes na turma a determinados aromas naturais.

7) Verificar na unidade escolar se o consumo de chás pode ser efetuado.

8) Consumir apenas chás de plantas medicinais conhecidas, que não tenham produzido efeitos colaterais anteriormente.

 

Avaliação: 

 

Optamos por uma avaliação baseada no interesse da pesquisa, na organização coletiva de dados e material, como desempenho na apresentação e legitimidade de informações principais, devido à dificuldade atual de alunos em demonstrar trabalhos criativos. Para tanto, o modelo indica duas notas: a primeira relacionada às etapas de planejamento / pesquisa; a segunda voltada a avaliar a oficina e a participação efetiva dos integrantes.

 

Apoio textual (docência):

 

CADORE, L. S; et al. Oficina sobre a diferenciação de plantas medicinais, ornamentais e tóxicas, em escolas de ensino fundamental de Itaqui - RS. Disponível em: <http://seer.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/2110>. Acesso em: 20 jan. 2016.

 

CAVAGLIER, M. C. S. Plantas Medicinais na Educação de Jovens e Adultos: uma proposta interdisciplinar para Biologia e Química. Rio de Janeiro, 2011. 92 p. 29,7 cm (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências/IFRJ, M.Sc., Ensino, 2011).

 

SIQUEIRA, A. B. Aproveitando os saberes de jovens e adultos sobre plantas medicinais. 2004. 91 p. Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2004.

 

SOBRINHO, I. A. P.; GUIDO, L. F. E.; OLIVEIRA, T. G. Jardim de plantas medicinais e aromáticas: a educação ambiental valorizando o conhecimento popular. Disponível em: <http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/vienpec/CR2/p496.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2016. 

 

 

Até breve!

 

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